Avanço do setor imobiliário impulsiona novos eixos urbanos

Crescimento do Número de Domicílios no Brasil

Nos últimos anos, o Brasil apresentou um incremento significativo no número de domicílios, refletindo o avanço do setor imobiliário. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, o país igualou 79,3 milhões de domicílios particulares permanentes em 2025, um crescimento de 18,9% se comparado a 2016, o que equivale a mais de 12,6 milhões de novas unidades.

Aumento da Locação de Imóveis

Outro ponto em destaque é a crescente popularidade do aluguel. Os dados mostram que a proporção de domicílios alugados subiu, atingindo 23,8% em 2025. Isso demonstra uma mudança nas preferências habitacionais dos brasileiros, indicando uma maior flexibilidade e a busca por morar em áreas com melhor infraestrutura urbana.

Lançamentos que Mudam o Cenário Urbano

Em 2025, houve um recorde de 453 mil unidades lançadas no mercado residencial, acarretando um Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 264,2 bilhões, apresentando um crescimento de 10,6% em relação ao ano anterior. Este fato salienta o fervor do setor imobiliário e sua capacidade de adaptação às novas demandas do mercado.

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Transformações na Demanda Habitacional

A evolução no perfil demográfico e social da população impactou diretamente a forma como os imóveis são projetados e comercializados. Observou-se uma busca maior por residências que atendam necessidades práticas, refletindo um público que deseja imóveis menores, mas que sejam funcionais e otimizados para a vida moderna.

Impacto do GRI Institute no Mercado Imobiliário

De acordo com os dados fornecidos pelo GRI Institute, a organização internacional que conecta investidores e líderes do setor imobiliário, o Brasil está vivenciando um novo ciclo de expansão. Este ciclo é impulsionado por melhores condições de crédito e um aumento na confiança dos investidores, que veem crescimento e uma reestruturação no setor.



Verticalização e Novo Perfil de Moradia

A verticalização das cidades também é um fenômeno notável, onde o número de apartamentos subiu de forma expressiva, constituindo 17,1% das moradias em 2025. O aumento de 48,7% na construção de prédios residenciais entre 2016 e 2025 demonstra que a população está mudando suas preferências em busca de comodidade e acessibilidade.

Aumento das Unidades Alugadas nos Últimos Anos

A locação de imóveis tem se tornado uma opção viável para muitas pessoas, com o número de propriedades destinadas para aluguel crescendo de 12,2 milhões em 2016 para 18,9 milhões em 2025, uma alta de 54,1%. Isso reflete as novas dinâmicas de moradia e a aceitação crescente do aluguel como uma alternativa habitacional.

Demografia e Mudanças no Tipo de Domicílio

As mudanças na configuração social influenciam a natureza dos domicílios. A PNAD revela que 19,7% das residências são habitadas por apenas uma pessoa, uma taxa que era 12,2% em 2012. Este crescimento é notável principalmente entre homens de 30 a 59 anos e mulheres acima de 60 anos, impulsionando a demanda por imóveis adaptados a um estilo de vida mais individual.

Desenvolvimento de Polos Urbanos Emergentes

A evolução do mercado imobiliário está ligada ao desenvolvimento de novos polos urbanos. Igor Melro, diretor comercial da Porte Engenharia e Urbanismo, menciona que a chegada de empresas como a Keeta ao Brasil, com operações em áreas antes não exploradas do centro da cidade, propõe um redirecionamento nas áreas urbanas para atender às necessidades do novo perfil corporativo.

Integração da Mobilidade com o Mercado Imobiliário

Um ponto crucial para o planejamento urbano contemporâneo é a relação entre moradia e mobilidade. Igor acredita que a sinergia entre esses fatores deve ser cada vez mais considerada pelos desenvolvedores. Projetos que integram habitação, comércio e acesso ao transporte público estão se tornando cada vez mais relevantes nas decisões de compra dos consumidores.



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