Dia do Sushi: oito restaurantes para celebrar em São Paulo

O Dia do Sushi é celebrado em 1º de novembro, e oito restaurantes de São Paulo integram um roteiro com diferentes formatos de serviço, de omakases a combinados. A seleção inclui casas com propostas e faixas de preço variadas.

A Federação Nacional das Associações do Sushi do Japão instituiu a data em 1961, para marcar a chegada do inverno no hemisfério norte. A origem do prato é atribuída ao Sudeste Asiático, por volta do século IV, quando o arroz e a fermentação ajudavam a conservar peixes.

Em 2026, 1º de novembro cai em um domingo. Segundo as informações dos restaurantes reunidas na referência, Fish-Wan, Badauê e as duas unidades paulistanas do Su abrem nesse dia.

Dia do Sushi em São Paulo

De acordo com levantamento da Seafood Brasil publicado em 2024, o país tem cerca de 16,7 mil restaurantes de culinária japonesa, responsáveis por 2,3% do setor de food service e movimentação aproximada de R$ 12,8 bilhões. O roteiro reúne endereços com diferentes estilos de cozinha, incluindo uma casa com estrela Michelin e outra comandada por um vice-campeão mundial de sushi.

A origem do sushi e a história da data

Sushi não significa “peixe cru”: o nome está relacionado ao sabor ácido do arroz temperado que serve de base ao prato. A associação ajuda a distinguir a preparação do ingrediente que pode acompanhá-la, como os pescados usados nas casas do roteiro.

Um ancestral do sushi é o narezushi, feito com peixes salgados dispostos entre camadas de arroz cozido. A mistura passava por fermentação natural, antes de o prato ganhar outras formas no Japão.

Durante a fermentação do narezushi, a produção de ácido lático ajudava a conservar o peixe por longos períodos. Ao longo dos séculos, a técnica se transformou e o sushi se espalhou pelo mundo.

Omakases e menus conduzidos pelos chefs

No Kuro, em Cerqueira César, o omakase custa R$ 650 por pessoa e é servido em um balcão com dez lugares. O chef catalão Gerard Barberan comanda a casa, idealizada com Davide Bernacca, onde os peixes da costa brasileira são maturados para desenvolver sabor e textura.

Antes do preparo no Kuro, os pescados do dia são apresentados em uma netabako, caixa tradicional de madeira. A sequência inclui sushis, preparos no vapor e itens grelhados na konro, churrasqueira abastecida com carvão binchotan; o menu varia conforme a sazonalidade.

Na Vila Olímpia, o AHY Prime Sushi tem como carro-chefe o omakase de R$ 1.500, definido pelo chef Anderson Haruo Yamaguchi conforme a sazonalidade e as características dos pescados. No menu à la carte, o otorô custa R$ 120 e usa a parte mais gordurosa do atum bluefin; já o katsuo, feito com peixe-serra, sai por R$ 30. A casa também oferece nigiris, sashimis, criações autorais e menu executivo no almoço de segunda a sexta.



Nos Jardins, o chef Tsuyoshi Murakami serve o omakase noturno em etapas, diretamente no balcão, com pedidos feitos a ele. No almoço, das 12h às 15h, o sushi set custa R$ 180 e reúne sete nigirizushis dos peixes do dia, seis makimonos e missoshiru. Em Pinheiros, o Satori Omakase oferece uma sequência variável de 19 tempos por R$ 580 por pessoa, preparada pelo chef Allan Beckmann com os ingredientes frescos recebidos no dia; um dos destaques é o sushi de enguia de água doce com teriyaki de rapadura e pimenta.

Sushis à la carte, criações autorais e combinados

No Complexo JK, o GAIT Japanese Cuisine, comandado pelo chef Fernando Nagao, combina técnicas japonesas com releituras contemporâneas. A barriga de salmão custa R$ 17 a unidade e leva wasabi, raspas de limão-siciliano e flor de sal; a cavalinha marinada com wasabi, shoga e negui sai por R$ 29, e o hokkigai, molusco do Ártico finalizado com limão, por R$ 37.

Para uma seleção variada no GAIT, o combinado individual custa R$ 133 e inclui nove sashimis — três de atum, três de salmão e três de peixe branco —, além de quatro nigiris, dois uramakis e dois hossomakis do dia. Um dos nigiris leva o peixe da estação, conforme a composição informada pela casa.

No Jardim Anália Franco, o Fish-Wan serve opções como o uramaki ebiten, com tempurá de camarão e cobertura de salmão, por R$ 80 a porção. O futomaki spicy crab combina caranguejo e maionese apimentada e custa R$ 60; já o nigiri de vieira trufada, com duas unidades, sai por R$ 58.

O Badauê, especializado em peixes e frutos do mar, mantém uma seleção de sushis na unidade dos Jardins. Os pescados passam por uma estação de limpeza e pré-preparo na praia antes de chegar à cozinha; no cardápio, a batera de atum custa R$ 56, o hot hossomaki de salmão, R$ 65, e o combinado de salmão e atum com 20 peças custa R$ 142.

As propostas de sushi nas duas unidades do Su

O Su, do Attivo Group, divide o cardápio entre sushis tradicionais e contemporâneos. Entre as opções servidas em duplas estão o jyo de atum com foie gras, por R$ 68, e o jyo de salmão com codorna, por R$ 46.

Na linha contemporânea também aparecem o nigiri de atum com foie gras e molho tarê, por R$ 88, e o robalo empanado com mel trufado, por R$ 46. Entre os clássicos, o bluefin akami custa R$ 68 e o olhete, R$ 38; os signature rolls têm oito peças e variam de R$ 50 a R$ 85.

A unidade do Morumbi Shopping fica na Avenida Roque Petroni Júnior, 1089, no Jardim das Acácias. No domingo, funciona das 12h às 22h; o telefone informado é (11) 95571-1399.

No Shopping Pátio Higienópolis, o Su está no piso Veiga Filho, na Avenida Higienópolis, 618, e abre aos domingos e feriados das 12h às 22h. A referência informa preços de R$ 38 a R$ 88 para os sushis e de R$ 50 a R$ 85 para os rolls; a unidade atende pelo telefone (11) 3823-2950.



Deixe um comentário